Abrimos esse espaço para discutir assuntos de interesse político, socioeconômico, cultural e ambiental para o futuro do cinturão tropical desta sociedade planetária.

VIABILIDADE ECONÔMICA DA PRODUÇÃO FAMILIAR DE MATRINXÃ EM CANAIS DE IGARAPÉ NO ESTADO DO PARÁ, 2014

 

Marcos Ferreira Brabo
Marcus Rhenan Pessoa Vilela
Thayson da Silva Reis
Claudionor Lima Dias
Jardison Barbosa
Galileu Crovatto Veras

 

1 - INTRODUÇÃO 
O potencial do Brasil para desenvolvimento da aquicultura credencia o país a ser um dos poucos aptos no mundo a aumentar significativamente a oferta de pescado nos próximos anos.
Neste contexto, a produção aquícola de 628,7 mil toneladas em 2011, responsável por lhe render a 12ª colocação no ranking mundial, ainda pode ser considerada pouco expressiva em relação aos principais países produtores (MPA, 2013a e b).
Deste total, a maior parcela foi registrada na região Nordeste (31,7%), seguida das regiões Sul (27,4%), Norte (15,1%), Sudeste (13,8%) e Centro-Oeste (12,0%). A piscicultura continental representou a principal atividade, com uma produção de 544,4 mil toneladas, o que corresponde a 86,6% do total. Dentre os Estados, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, São Paulo e Ceará foram os maiores produtores de peixes de água doce (MPA, 2013a).

 

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“AGROECOLOGIA E ASSOCIATIVISMO EMPREENDEDOR – INSUMOS FUNDAMENTAIS PARA A CRIAÇÃO DE UMA BIOMASSA ORIGINAL NOS TRÓPICOS”

 

Pedro Saviniano da Costa Miranda

Engenheiro Agrônomo pela Faculdade de Ciências Agrárias do Pará – FCAP

Especialista em Desenvolvimento de Áreas Amazônicas – UFPa

Pesquisador Trópico em Movimento – UFPa

 

Delineamento Macro-Agroecológico da EMPRAPA

(O Alerta da Pesquisa Oficial)

No final dos anos 80, uma revista especializada publicou o que foi chamado “a conclusão do processo de (re)descobrimento do Brasil” afirmando que finalmente se corrigia o equívoco de Pero Vaz de Caminha, o qual teria confundido a “Exuberância da Mata Tropical com Fertilidade Ilimitada do Solo” (o grifo é do autor). Desta forma, o “exagero perigoso do lema em se plantando tudo dá”, também seria reduzido à proporções mais realistas.

 

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IDENTIDADE CULTURAL AMAZÔNICA*

 

Nazaré Imbiriba**

 

*Palestra apresentada em Mesa Redonda intitulada

“Identidade(s) Culturais na Amazônia” – Oque é (são)? O que deveria (m) ser no século XXI?, realizada em 20.02.2016,  UFPA/Programa Trópico em Movimento.

 

** Doutora em Direito. Membro do Conselho Diretor do

 Programa Trópico em Movimento, da UFPA. TRÓPICO EM MOVIMENTO.

 

 

IDENTIDADE CULTURAL AMAZÔNICA????

 

 

Discutir o conceito de Identidade Cultural, como proposto nesta Mesa Redonda, significa permitir ao palestrante delimitar, ele mesmo, o enfoque que deseja dar ao tema. Isso porque o próprio tema é tão amplo, tão permeado de tons e cores, que entendê-lo minimamente resultaria na formulação de um Curso inteiro sobre o assunto.

Assim sendo, pincelarei algumas idéias – nada mais do que isso – sobre as experiências pessoais que tive a felicidade de (con)viver na América Latina, e mais especificamente em países latino-americanos situados na Bacia Amazônica.

Experimentando há 30 anos um processo amplo de cooperação e intercâmbio com distintos atores de Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, principalmente, creio ter conseguido o respeito de meus pares por não empunhar a bandeira do “maior do mundo”, como grande parte dos brasileiros se apresenta aos seus vizinhos latino-americanos.

Nascida no Pará, desde pequena fui ensinada por meu pai de que o Mundo não se acabava na Baía de Guajará, que banha a capital Belém. Essa visão ampliada é que seguramente me permitiu ter a devida humildade para entender que todos nós, viventes de países amazônicos/latinoamericanos temos nossas essências e nossas diferenças, mas a porta do aprendizado recíproco é aberta a todos: brasileiros, não somos melhores que os Outros.

Assim, enveredei pelos caminhos profissionais da cooperação, experimentando, aprendendo e refletindo sobre aqueles países, mormente em suas relações inter-amazônicas...

 

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REFLEXÕES SOBRE GOVERNANÇA GLOBAL

 

Raul Meireles do Vale (Mestre em Ciência Política/Ufpa e Doutorando de Relações Internacionais Unb)

Belém (PA), 13 de julho de 2015.

 

I – Conceito de Governança Global

 

A abordagem específica sobre o conceito de Governança aparece na metade dos anos 1980, por meio de relatórios de organizações como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional que utilizam a expressão “boa governança” para indicar uma série de princípios que deviam orientar o trabalho e as condutas dos países que recebiam financiamentos dessas organizações. O discurso de promover o desenvolvimento estava articulado com a responsabilidade dos governos em observar leis que tornassem factíveis o livre funcionamento do mercado, da propriedade privada e da segurança dos investimentos. Essa é uma abordagem claramente liberal. “Boa Governança” proporcionaria transações efetivas nos mercados e, como consequência, favoreceria o crescimento econômico e a redução da pobreza. A partir dos anos 1990 essa abordagem começa a ser criticada. O Banco Mundial, pressionado por movimentos sociais e populares, admite fracassos em suas ações e passa assumir compromisso com o desenvolvimento sustentável, adotando políticas ambientais mais rigorosas e “advogando um papel mais central para os cidadãos e agentes locais nos processos de desenvolvimento através da participação e da boa governança” (COMISSÃO SOBRE GOVERNANÇA GLOBAL, 1996). O ponto de inflexão histórica da abordagem sobre governança ocorre com o relatório da Comissão sobre a Governança Global, elaborado por 26 especialistas nomeados pela ONU, e apresentado em 1994. Nele, surge a definição de governança como “a totalidade das diversas maneiras pelas quais os indivíduos e as instituições, públicas e privadas, administram seus problemas comuns”, ocorre uma mudança na ideia original de governança, vista como um conjunto de relações intergovernamentais agora envolve também as “organizações não governamentais (ONG), movimentos civis, empresas multinacionais e mercados de capital globais” (COMISSÃO SOBRE GOVERNANÇA GLOBAL, 1996, p...

 

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