Cidades com mais de 100 mil habitantes deveriam dar mais atenção às populações em situação de rua

O Brasil lidera o ranking de desigualdade da América Latina, a cada ano mais indivíduos utilizam as ruas como moradia

 

 

 

 

 

 

O Brasil é o quarto país mais desigual do mundo, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2012. Há 1,8 milhões de moradores de rua em todo o território brasileiro de acordo com a Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social.

Foram feitas entrevistas em 71 cidades (23 capitais e 48 cidades com mais de 300 mil habitantes) com quase 32 mil moradores de rua. Segundo dados da pesquisa, adolescentes, adultos, crianças e idosos estão nessa situação por diversas causas, como ausência de vínculos familiares, situação econômica, desemprego e problema psicológico.

No mês de julho, o Programa Interdisciplinar Trópico em Movimento, da Universidade Federal do Pará (UFPA) lançou o livro  A população em situação de rua em  Belém e Ananindeua (Pará) de autoria  de Thomas  Mitschein; Jadson   Chaves; Tadeu Gonçalves; e Valdemir Monteiro.

“A publicação apresenta questões sobre o inchaço do espaço urbano na região amazônica como resultado da implantação de um modelo de crescimento desequilibrado e não corrigido que nega à esmagadora maioria das camadas sociais de baixa renda o direito à cidade”, explica o professor Thomas Mitschein.

Para os autores do livro, as cidades que têm mais de 100 mil habitantes, deveriam dar mais atenção aos moradores de rua. No Pará temos, pelo menos, quinze municípios, são eles: Belém, Ananindeua, Santarém, Marabá, Castanhal, Parauapebas, Abaetetuba, Cametá, Bragança, Marituba, Barcarena, São Félix do Xingu, Altamira, Paragominas, Tucuruí.

Entre os problemas das cidades com mais de 100 mil habitantes podemos citar as questões da moradia, desemprego, desigualdade social, saúde, educação, violência e exclusão social. Pensar sobre os moradores em situação de rua é um passo importante, no que se refere a “multidimensionalidade da pobreza e da desigualdade que leva, por sua vez, a premência de implementação de ações e políticas públicas que ampliem o acesso a áreas igualmente importantes na análise das condições de vida e bem-estar dos indivíduos”, afirmou Thomas Mitschein.

Neste sentido, a reinvenção da região norte, como uma oportunidade para o Brasil se reorganizar no século XXI, é uma possibilidade real e poderá tornar-se concreta através de escolas de ensino fundamental e médio em agências de (eco)desenvolvimento;   ligações sólidas entre as escolas de nível médio com cursos técnicos e tecnológicos; e o fortalecimento das capacidades de trabalho das  universidades regionais em torno do desafio  da  valorização do trinômio biodiversidade-biomassas-biotecnologias no continente amazônico.

Acesse o livro A população em situação de rua em  Belém e Ananindeua (Pará) aqui.

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