UFPA encerra especialização em Educação Profissional Integrada à EJA com 92% de aproveitamento

O curso teve carga horária de 360 horas e formou 92 alunos, de 100 que estavam inscritos, e abrangeu os municípios de Belém e Abaetetuba.

 

 

 

 

Aconteceu ontem, 23 de fevereiro, no auditório José Vicente de Miranda, o Seminário do Curso de Especialização em Educação Profissional Integrada à Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos EJA-PROEJA: Processos e Resultados.

Estiveram presentes na mesa de abertura: Fernanda Frade, representando a Diretoria de Políticas de Educação Profissional e Tecnológica da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (SETEC/MEC); Amauri Gouveia, Diretor de Capacitação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPESP/UFPA), representando o reitor da Universidade Federal do Pará, Emanuel Tourinho; Valdinei Mendes  da Silva, diretor do Instituto Federal do Pará (IFPA), campus Abaetetuba;  Marilena Loureiro da Silva, coordenadora do Grupo de Estudos em Educação, Cultura e Meio Ambiente (GEAM); Walter Silva Junior, diretor da Escola de Aplicação da UFPA;  Thomas Mitschein, coordenador do Programa Interdisciplinar Trópico em Movimento (UFPA); Maria Ludetana Araújo, do Instituto de Ciências da Educação (ICED/UFPA).

“Hoje estamos vendo um trabalho que culmina na entrega dos certificados e responde a uma demanda do MEC na construção de uma educação tecnológica. Para nós é sempre bom chegar a esses momentos, pois a busca de qualificação profissional para enfrentar os desafios da escola é uma atitude de esperança”, afirmou Marilena Loureiro, coordenadora do curso de especialização.

Por ser um campo peculiar de conhecimento, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), instituído pelo Decreto 5.840. de 2006, exige que se implante e implemente uma política específica para a formação de professores , tendo em vista a carência de uma sólida formação continuada de profissionais para atuar nessa área.

Em diálogo com essa exigência do Ministério da Educação, a Universidade Federal do Pará (UFPA), busca formar profissionais com capacidades para atuar na educação profissional integrada à educação básica na modalidade EJA, adotando formas inovadoras e diversificadas de atividades de ensino-aprendizagem.

 “Vocês são frutos de um trabalho árduo e a Escola de Aplicação, dia 7 de março, completa 54 anos. Trabalhamos com EJA para ampliar nosso campo de ação, se não investirmos em educação a sociedade vai estar sempre quebrada. Temos que entender que a Universidade tem que acontecer fora de seus muros e de Belém”, pontuou Walter Silva Junior, diretor da Escola de Aplicação da UFPA.

Palestra - Após a mesa de abertura, Fernanda Frade, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC/MEC), falou sobre os rumos e articulações entre a Educação de Jovens e Adultos e a Educação Profissionalizante no Brasil.

“Para mim é um processo contagiante trabalhar com a Educação de Jovens e Adultos, pois temos o desafio de 75 milhões de pessoas que não têm o ensino fundamental completo e isso nos motiva a continuar trabalhando”, além disso, “o que nos une é estar aqui falando para nós mesmos sobre como melhorar a realidade que enfrentamos diariamente em sala de aula”, disparou Fernanda. 

Durante sua fala Fernanda Frade mostrou que o PROEJAP amplia a oferta pública da educação profissional aliada à universalização da educação básica para o atendimento de jovens e adultos e o Ministério da Educação está tentando articular a EJA com a educação profissional de maneira mais específica, tendo em vista que é “essencial formar professores em educação continuada para trabalhar com uma modalidade que congrega a diversidade”, concluiu.

Participaram da palestra também os coordenadores adjuntos dos pólos de Belém e Abaetetuba, os professores Nicolau Rickmann Neto e Pedro Baia, respectivamente. 

“Temos que celebrar, pois nossa caminhada foi árdua. Tenho que agradecer por vocês terem compreendido a lógica do processo de formação, do ponto de vista político, social e ambiental, pois estamos formando contribuintes de sujeitos históricos”, afirmou Nicolau.

Para Pedro Baia, a interiorização dos cursos é algo que deve ser tratado com mais atenção, pois existe a demanda local que busca a capacitação continuada. “Cada proposta nova de curso que aparece em Abaetetuba os professores se interessam, pois são oportunidades de melhorar a vida dos alunos da zona urbana e rural. Mas temos que entender que não conseguiremos caminhar sem articulação”.

Entrega dos certificados – O professor Dr. Gilmar Pereira, vice-reitor da UFPA, esteve presente na cerimônia de entrega dos certificados e parabenizou a equipe responsável pelo curso de especialização, “sabemos do desafio de formar professores no Brasil, pois é um processo difícil. Temos que compreender que a educação continuada é para todos nos e sem a educação básica não tem como a universidade dar certo”.

O último momento do Seminário foi a apresentação do livro ”Formação continuada de educadores no curso de especialização PROEJA no PRONATEC”, pela professora Marilena Loureiro, que falou sobre a estrutura do livro que será entregue para cada um dos cursistas.

 “Observamos a necessidade da formação de profissionais que podem conduzir essa ação de forma articulada. Nossa estrutura curricular observa a indicação da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica com adequações à necessidade regional, o curso não termina nele mesmo, tem que ser gerador de novas oportunidades”, concluiu.  

Texto: Lucila Vilar.

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