A estrutura ecossistêmica do açaí numa perspectiva sociocultural é tema de Trabalho de Conclusão de Curso

 

 

Na manhã desta segunda-feira, 10 de abril, aconteceu, na sede do Programa Interdisciplinar Trópico em Movimento, a defesa da pesquisa “A estrutura ecossistêmica do açaí numa perspectiva sócio cultural no município amazônico de Igarapé-Miri-PA”, do estudante de Filosofia Robson Farias Gomes.

O trabalho foi orientado por Antônio Sergio Nunes, coordenador do Grupo de Filosofia Temática (GFT) e avaliado pelos professores Thomas Mitschein, do Programa Trópico em Movimento e o Luiz Eduardo Ramos, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).

Para a pesquisa apresentada, no contexto ecológico, as múltiplas e contínuas relações entre os seres que constituem os ambientes e suas relações sistêmicas e complexas estabelecem criações encharcado de elementos históricos e sociais os quais entusiasmam diretamente a vida das pessoas e situa, através de um imaginário social, uma forma peculiar de criação e vivência.

“Uma das perspectivas utilizadas na construção do trabalho é a de que no contexto sociocultural podem ocorrer organizações e comportamentos internos de sistemas que em sua recorrente apresentação podem indicar caminhos para uma averiguação sociocultural”, afirmou Robson Farias Gomes.

Nesse sentido, o elemento açaí, no município de Igarapé-Miri, pode ser compreendido como uma necessidade diária de alimentação, de sustento financeiro de famílias ribeirinhas, de núcleo dos festejos culturais e como identidade autoafirmativa.

Igarapé-Miri – Surgiu no início do século XVIII, a partir de uma fábrica nacional para aparelhamento e extração de madeiras de construção, que eram comercializadas em Belém. Da condição de paróquia (1752), freguesia e vila (1843), foi elevado a município em 1845. No ano de 1930, foi extinto (04/11) e restaurado (27/12) em menos de dois meses.

O município possui ilhas fluviais, banhadas pelas águas do estuário do rio Tocantins, entrecortadas por uma série de cursos d'água conhecidos como furos e igarapés. Seu principal rio é o Meruú, coletor de quase toda sua bacia hidrográfica.

Além do nome tupi, o município recebeu outras heranças indígenas, como as atividades extrativistas ligadas à pesca e à vida na floresta e, atualmente, é o maior produtor de açaí do Brasil em que responde pela produção anual, em média, de nove mil toneladas do fruto.

A pesquisa apresentada, por meio do Sistema Açaí, constatou que os papéis da estrutura e do contexto ecológico disponibilizado estabelecem pré-condições para um comportamento estável onde se inserem valores culturais, sentimentos e crenças numa auto-organização identitária como o hábito da alimentação, palavreado e comunicação.

“O elemento açaí desdobra-se em inúmeras significações e simbologias as quais se disseminam em todos os âmbitos de vivência dos habitantes desta região, desde o consumo para sobrevivência até como uma estipulação de padrão alimentar e estético da maior parte da população paraense”, concluiu Robson.

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