Os catadores de resíduos sólidos do Aurá e as perspectivas para a categoria

Pandora D’Áquila, atual presidente da Associação dos Catadores do Aurá (ASCA), falou sobre a situação dos catadores e o que esperam do poder público e da UFPA.

 

 

 

 

 

Localizado a 19 quilômetros do centro de Belém, o aterro do Aurá foi implantado em 1987, pretendia atender a necessidade de criação de um local para armazenagem de resíduos sólidos da capital do Estado do Pará e está localizado próximo do Rio Aurá, afluente do Rio Guamá.

Apesar do plano do aterro sanitário do Aurá ter sido idealizado para atuar em conjunto com uma usina de incineração e uma de reciclagem e compostagem, ambas não foram habilitadas, fato que sobrecarregou o aterro que recebia, inicialmente, apenas cinzas e resíduos incinerados, mas passou a receber todos os tipos de resíduos, gerando riscos aos recursos ambientais da área ocupada e tornando-se um verdadeiro lixão a céu aberto.

Em 2010, o governo federal, propôs a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), normatizada pela Lei nº 12.305/2010 e regulamentada pelo Decreto nº 7.404/2010, que  instituiu a perspectiva de integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis em ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

De acordo com Pandora D’Áquila, o lixão do Aurá contava com cerca de 1000 catadores, que sobrevivem da catação direta dos resíduos sólidos e que estavam divididos em dois turnos: o noturno e o diurno, “os que trabalhavam a noite começavam a trabalhar às 18 horas no lixão e saíam entre 6 e 7 horas da manhã e os que trabalhavam de dia entravam entre 7 e 8 horas e paravam de trabalhar por volta das 17 horas. Porém, hoje, com o fechamento do lixão, isso não acontece mais”.

“Atualmente o catador está abandonado, pois nos não temos apoio. Eu acho triste o poder público tirar da gente nosso único meio de renda, de sobrevivência e não dar uma solução verdadeira para a categoria”, afirmou Pandora.

Criada em novembro de 2012, a Associação dos Catadores do Aurá (ASCA), representa os anseios da categoria, “a ASCA espera que a UFPA, na incubação que está surgindo, se torne uma luz no fim do túnel, pois lá tem pessoas que podem nos instruir e nos dar um direcionamento enquanto associação”, concluiu Pandora.

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