Pesquisadores falam sobre os desafios da interdisciplinaridade  

Na última quinta-feira, 10 de agosto, aconteceu a mesa-redonda “Diálogos Interdisciplinares para além da Universidade”, no auditório do ICSA/UFPA com a participação do professor Dr. Thomas Mitchein, sociólogo e coordenador do Programa Interdisciplinar Trópico em Movimento; Leandro Morais de Almeida, economista, professor Dr. Da Faculdade de Economia (UFPA); Luiz Alberto Monteiro de Barros, arquiteto e administrador, professor Dr. da Faculdade de Administração.

A proposta da mesa-redonda, idealizada pelo engenheiro e discente da Faculdade de Administração, Wallacy Menezes Gomes, fomentou os diálogos entre as faculdades, além de buscar rupturas de velhos paradigmas quanto à organização do conhecimento científico, bem como se atenta a necessidade de solucionar, de forma interdisciplinar, problemas resultantes de novas formas de pensar a realidade socioeconômica no Estado do Pará.

Os docentes apresentaram os seus trabalhos sobre a problemática: De que forma utilizar o conhecimento interdisciplinar, contido na universidade, para melhorar os indicadores sociais da mesma região do Marajó?

Thomas Mitschein falou sobre o tema “Os Governos Municipais no Estado do Pará – Gestores impotentes de um Estado Local de Mal Estar Social ou possíveis indutores de políticas públicas que apostam no aproveitamento múltiplo da biomassa terrestre e aquática dos trópicos”.

Para o sociólogo é de fundamental importância aprofundar o diálogo interdisciplinar para pensar o papel da Universidade Federal e do Estado do Pará no contexto Amazônico e regional, tendo em vista que na região existe a polarização econômica e social, com a formação de um arquipélago econômico com ilhas de crescimento. O cenário atual do Estado está diretamente ligado à lógica de inserção no mercado mundial, em qeu os fluxos de investimentos seguem o caminho da mineração.

Um caminho de enfrentamento desse cenário seria a “Implementação de uma ‘Civilização dos Trópicos’ que, por meio de uma Política Nacional, poderia permitir o soerguimento da Amazônia, através da criação de sinergias para fortalecer as universidades regionais no processo de tropicalização da ciência e tecnologia”, explicou Thomas.

Durante sua fala apresentou diversos dados sobre as mesorregiões do Estado do Pará e, em especial, o Marajó.

Leandro Morais de Almeida abordou as “Determinantes das estratégias inovativas a partir da interação universidade-empresa: uma análise comparativa entre Brasil e Amazônia legal”, em que apresentou alguns resultados de análises sobre a interação entre as universidades e instituições públicas de pesquisa e empresas sob a perspectiva de um sistema nacional de inovação, identificando a existência de fluxos bidirecionais e os principais canais de interação entre instituições.

“Estamos falando de economia da tecnologia em que percebemos os papéis importantes das universidades para o desenvolvimento e o avanço da fronteira do conhecimento com vistas à aplicabilidade do setor produtivo”, pontuou.

Já Luis Alberto Monteiro de Barros palestrou acerca do “Alinhamento Estratégico”. Após falar um pouco da sua carreira e como chegou à UFPA o administrador informou que seus temas de interesse são: inovação, competitividade, planejamento estratégico e projetos de empresas.

“Com um tempo de experiência percebi que as organizações, em sua grande maioria, possuem a habilidade de produzir excelentes planos, mas não conseguem operacionalizar. Por isso temos que pensar planejamento, implementação e controle de maneira coordenada”, disparou.

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