09/05/2016 - Pré-candidatos  à reitoria debatem sobre o tema  Universidade, Sustentabilidade e Identidade Amazônica

Durante a Conferência Direitos de Gaia e Libertação Animal, que aconteceu no Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ), nos dias 6 e 7 de maio, na Universidade Federal do Pará (UFPA), foi realizado o primeiro debate entre os pré-candidatos à reitoria. Edson Ortiz de Matos, Emmanuel Tourinho, Erick Pedreira e João Weyl, falaram sobre o tema “Universidade, Sustentabilidade e Identidade Amazônica”. A pré-candidata Vera Lúcia Jacob confirmou presença no debate, contudo não compareceu.

 

A UFPA é o maior centro tecnológico da bacia amazônica e para o pré-candidato Edson Ortiz de Matos discutir este tema “é de suma importância e sempre estive envolvido com essas causas na administração acadêmica. Infelizmente, ainda não conseguimos botar em prática aqui na Amazônia o conceito de sustentabilidade”. Ortiz acredita que utilizando a  ciência e a tecnologia como conscientização é possível viver de maneira mais auto-sustentável. Além disso, a sustentabilidade está para além de aspectos ambientais, é cultura, gastronomia, literatura e a  UFPA “tem que ir além de seus muros e se aproximar mais da realidade regional”.

 “A universidade como instituição tem a função de produzir conhecimento, contudo, não podemos fugir dos problemas do cotidiano. Temos que construir aqui as condições para um processo civilizatório experimental em que a identidade regional deve ser analisada no contexto global”, afirmou o pré-candidato Emmanuel Tourinho.  De acordo com o professor Emmanuel a Amazônia está situada na periferia da pobreza nacional e não conta com um projeto de desenvolvimento sustentável.

Para o pré-candidato Erick Pedreira a universidade não pode se furtar do bom combate, pois deve estar à frente de seu tempo, “precisamos desenhar uma política melhor na UFPA, trazer a sustentabilidade, de fato, para dentro do campus”. Além disso, “o desafio do próximo reitor é fazer uma revolução na graduação da universidade, pois temos que incorporar módulos de educação ambiental nas grades curriculares, pois hoje o que temos são ilhas dentro da universidade, construindo conhecimento pulverizado que precisa se articular”.

“Defender políticas públicas, buscando avançar e ser mais inclusivo esse é o papel da Universidade” afirmou o pré-candidato João Weyl que considera o tema do debate desafiador. O caminho para a efetivação de realidades sustentáveis na Amazônia perpassa por aspectos científicos e tecnológicos alinhados à humanização da formação acadêmica.

Os pré-candidatos responderam perguntas de representantes da Rede de Cultura Alimentar, do Comitê Popular Urbano, do Espaço Cultural Nossa Biblioteca e da Frente de Ações pela Libertação Animal (FALA) que levantaram questões sobre a apropriação do conhecimento gastronômico local, o uso dos espaços públicos para a cultura, a importância da leitura na inclusão social amazônica e os direitos animais.

A Conferência – O debate entre os pré-candidatos integrou a programação da Conferência Direitos de Gaia e Libertação Animal, que promoveu a reflexão sobre os direitos da natureza, sob a perspectiva sistêmica e biocêntrica, numa abordagem complementar aos direitos humanos, reconhecendo os direitos dos animais como parte de um sistema normativo holístico.  A realização é do Programa Interdisciplinar Trópico em Movimento (UFPA) e do movimento social Teko Porã Amazônia, com apoio da Frente de Ações pela Libertação Animal (FALA), sediada em Brasília.

 

Texto: Lucila Vilar.

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