Turma de Curso de Extensão de Meio Ambiente e Resíduos Sólidos realiza visitas técnicas

A II Turma do curso de extensão de Meio Ambiente e Resíduos Sólidos na Região Metropolitana de Belém – Uma abordagem Interdisciplinar realizou visitas técnicas no Aterro Sanitário da empresa Guamá Tratamento de Resíduos, que atualmente presta serviços de recebimento e tratamento de resíduos para o município de Belém, e na Empresa Plamax Serviços e Coletora de Resíduo, que trabalha com Logística Reversa, na ultima quinta-feira (16).

As visitas tiveram como objetivo proporcionar aos alunos a vivência do ambiente real das fases do processo de coleta seletiva no Estado, no qual pudessem correlacionar os conhecimentos teóricos, apreendidos e desenvolvidos em sala de aula, com o conhecimento prático, observando in loco a dinâmica e a complexidade das etapas da coleta seletiva.

O Secretário Municipal de Saneamento de Belém (SESAN), Thalles Belo, disponibilizou um ônibus para a locomoção dos estudantes até o empreendimento.

A primeira parte da visita no Aterro Sanitário aconteceu no “Espaço Ecológico Breu Branco”, espaço de acolhimento que proporciona aos visitantes uma visão sistêmica do reaproveitamento de materiais reciclados e reutilizados, mostrando que é possível a relação harmônica entre homem-natureza de forma sustentável.

A arquiteta Eurídice Santos, proprietária da empresa Cabana Flor (também participante do curso) que projetou o espaço, disse que o local “foi pensado e concebido para receber visitantes que pudessem verificar o reaproveitamento e reuso dos resíduos sólidos”.

Os participantes tiveram o acompanhamento de profissionais da empresa que explicaram como funciona a operacionalização dos Resíduos. De acordo com Ronivaldo Castelo, analista socioambiental da Empresa Guamá, “o aterro sanitário de Marituba é o único empreendimento de grande porte licenciado no Norte do Brasil, que garante a destinação adequada para os resíduos sólidos gerados pela população de Belém, Ananindeua e Marituba, em um total de aproximadamente 1.200 toneladas por dia, beneficiando 2 milhões de pessoas. O aterro também contribui  para o desenvolvimento de Marituba com pagamento de taxa ambiental de 5% do faturamento para a Prefeitura Municipal e arrecadação dos 5% de impostos sobre serviços, além de gerar cerca de 100 empregos (próprios e terceiros) na região. O empreendimento é administrado pela Guamá Tratamento de Resíduos, empresa do Grupo Revita, referência no setor, com cases na América Latina em soluções de destinação e tratamento de resíduos, destacando-se São Paulo, Salvador e Rio Grande do Sul.”

Segundo Adriano Soares, cabo do Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar do Estado do Pará e aluno do curso, a visita técnica ao Aterro Sanitário o deixou assustado, pois a “herança” que deixaremos para as futuras gerações é alarmante.  O aluno afirma que “é necessário tomar medidas urgentes e fazer com que todos os órgãos envolvidos trabalhem de forma sinérgica para que assim o resultado seja satisfatório”.

Na segunda visita técnica, na Plamax, a turma foi recebida pelo presidente da empresa, Marcos Castro, que agradeceu a visita ao empreendimento. “É uma satisfação receber os alunos do curso de resíduos sólidos da Universidade Federal do Pará e do Programa Interdisciplinar Trópico em Movimento”,  enfatizou.  

As funcionárias da empresa, Giselle Rodrigues, Técnica de Segurança no Trabalho,  e Roberta Calvacante , Estagiária de Meio Ambiente, realizaram uma palestra informando sobre o funcionamento da empresa e seus objetivos. Segundo elas, “a empresa Plamax  Serviços  e Coletora de resíduos LTDA, tem como objetivo  o desenvolvimento  e crescimento  econômico do Estado do Pará,  vinculados à  futuros projetos sustentáveis  que serão  implementados. A empresa possui uma estrutura  especializada  na coleta, transporte, tratamento  e destinação  final de resíduos orgânicos, inorgânicos  e resíduos  perigosos, promovendo aos  nossos clientes, parceria  e garantindo a satisfação  para melhor servir  contribuindo  ao meio ambiente, a população, e proporcionando  melhores ganhos de produtividade. Aplicando inovações  e tecnologias para desenvolvimento  do processo fabril, acreditamos que o processo  sustentável tornou-se  possível  por meio do  desenvolvimento  de mecanismos  que maximizam os benefícios  do ciclo  produtivo da Logística  Reversa, enquanto minimizam os custos econômicos, sociais e ambientais”.

Após a palestra foi servido um almoço no espaço, proporcionado pelo Secretário de Urbanismo de Ananindeua, Rui Begot.

Texto: Juliano Salgado

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